...there's traffic in the sky and it doesn't seem to be getting much better...

Thursday, July 21, 2005

Estes Difíceis Amores

“Bem ou mal, nunca pus o trabalho ao nível dos afectos no que às minhas prioridades diz respeito. Acho que sou uma romântica fundamentalista, sonhei com amor perfeito e, sonâmbula, fui perdendo alguns prometedores. Balzaquiana, vou-me preparando para a hipótese de não encontrar o príncipe encantado e sobreviver a tal desaforo sem tentações conventuais, estarei só mas nem sempre sozinha. Em vez do homem da minha vida aparecerão homenzinhos nos meus dias (com prazo de validade, como os iogurtes…). Mas não me gabo de ser “liberta”, a palavra soa a meninas bem comportadas e pequenas vitórias clandestinas. Sou apenas uma fulana que recusa grilhetas reservadas ás mulheres, confesso que ter dinheiro ajudou. Não vivo “como” os homens, conheço-lhes os truques e evito que me espezinhem quando piso terrenos “seus”, nada mais.”

Há uns tempos encontrei este livro que é um pouco o reflexo de um programa com o mesmo nome. Apresentado pelo Júlio Machado Vaz e pela Gabriela Moita na RtpN ás 500 da madrugada, porque, como é apanágio da televisão portuguesa, os programas com algum interesse dão a horas que só mesmo alguns (e muito esporadicamente) poderão ver. Com muita sorte lá vejo alguns ou então apanho algumas repetições.
A verdade é que ainda não li o livro todo, mas na segunda “história” já o recomendo.
Vá lá, toca a variar um bocadinho e a escolher autores nacionais!

Tuesday, July 19, 2005

Estamos todos de partida pelos vistos...

Partiu e nem tive oportunidade de me despedir.

O mais engraçado é que também vou partir e se calhar também não vou ter oportunidade de me despedir...

Tuesday, July 12, 2005

Speakless.

Há uns tempos falei com alguém sobre a forma como o cinema antecede ou procede a nossa vida. E como temos situações na nossa vida, que mais tarde as vamos ver projectadas num ecrã ou da mesma forma as vemos no ecrã, ri-mos e mais tarde nos vem a acontecer.
Ora bem, ontem aconteceu-me a segunda hipótese. Uma cena que já tinha visto num filme e me aconteceu. Alias, eu acho que anda a acontecer.
Provavelmente muitos já viram um filme chamado Love Actually, uma comédia britânica sobre uma porrada de histórias de amor, uma delas entre um inglês e uma portuguesa. Aos que viram, a imagem do Jamie e conduzir a Aurélia para casa e a tentar estabelecer um contacto verbal impossível, não é de todo desconhecida. Ele gesticulava, dizia palavras que pareciam mistura de italiano com espanhol e português, e por fim calava-se dizendo “Right… Silence is gold.”
No meu caso, eu também conduzia alguém que não diz uma palavra de português ou de inglês, muito menos espanhol ou qualquer língua que me soe familiar, e depois de muitas tentativas falhadas, acabei por dizer o mesmo que o Jamie disse em relação á Aurélia: “Right… Silence is gold”. A outra pessoa também dizia coisas mas para ser franca não faço a mínima ideia o que possa ter dito. Falamos um com o outro, eu em português e ele na língua dele. O que faz com que nem ele me entenda, nem eu a ele. Podemos estar a insultar-nos mutuamente que nem um, nem outro saberá. Recorremos frequentemente a gestos, mas quem gesticula geme, e parecemos dois anormais na rua.
Note-se bem, que no meu caso não existe amor no mesmo sentido do filme. Não o sinto nem pouco mais o idealizo. Porque de histórias de amor ando eu farta :)

Sunday, July 10, 2005

É a Aguentar!

Não tenho imaginação suficiente para contar a minha vida.
Dias de estudo, cujas únicas interrupções são cafés para me manter acordada. Estou numa letargia atroz. Falta pouco, eu sei que sim. Vai passar rápido, eu sei que sim. Mas enquanto não passa, dói. Uma incerteza macabra acerca do futuro. Sim, e depois? É sempre assim. “É a aguentar” como dizia um conhecido. E é que é mesmo! Amanha tenho mais um exame, na sexta outro e depois saberei se fico por aqui ou se ainda tenho mais um pela frente. E sei que não sou a única neste estado. É vê-los nas mesas dos cafés, nas esplanadas e suar os neurónios. O calor e o ambiente doentio conseguem fazer a tarefa de estudar a coisa mais complicada do mundo. A juntar a isso, problemas pessoais.
Está a ser dose, mas é a aguentar! Melhores dias virão, um verão espera por mim. Férias, sol, rio, praia, viagens, seja o que for. Aqui ou na China.
Vai passar rápido, da melhor maneira possível. Mas enquanto não passa, dói.

Friday, July 01, 2005

Apontamentos de Biologia _ Reino Animal

Com o exame de Biologia á porta quem é que não quer uns apontamentozinhos?

Homo Palhaçus

Homo Palhaçus (também conhecido como o Introjão, Mete-nojo, ou o “Lá vem aquele gajo outra vez…”) é uma espécie que está no topo da cadeia humana. Um ser mais avançado. Tem todos os skills que um humano pode ter.
Abrange áreas do conhecimento tais como:
Cientifico: biologia, física, química, medicina (psiquiatria incluída) entre outros…
Artístico: musica, artes plásticas, teatro, cinema, artes circenses, entre outros…
Judicial: aqui destaca-se a grande capacidade de julgar os outros.
Domestico: toda e qualquer lide domestica
Mecânico: domina a complexidade de todo e qualquer esquema, seja para automóvel, barco ou avião (nota: conduz tudo o que se mexa)
Ambiental: desde a dicotiledonea de folha perene á erva daninha
Histórico: a guerra de 1000 e troca o passo, até aos planos mais obscuros que a guerra-fria teve. Distinção para datas e horas exactas, com respectivos intervenientes de vários acontecimentos desde o Big Bang.
Informático: o computador e outros dispositivos tornam-se basis line na mente de tal criatura.
Desportivo: apto a comentar e praticar (abrange todas as áreas: ar, terra, agua)
Espiritual/ para anormal: todos os enigmas e dogmas postos a nu, o conhecimento supremo, qual nostredamus dos nossos dias!
Sentimental: questões amorosas não têm qualquer complexidade para o Homo Palhaçus

Como senhor da verdade, este exemplar, toma por certa, correcta e suprema qualquer palavra por si proferida.
O seu know-how nas mais variadas vertentes permite-lhe ter uma presunção fora dos limites do aceitável. Talvez seja esta a sua característica dominante, sem esquecer a auto promoção constante.
Quanto ao seu habitat pode salientar-se o facto da sua omnipresença (a qual advém das suas aptidões para anormais), uma vez que estando num local consegue saber o que se passa em outro completamente distinto. Porem é visto regularmente em oficinas mecânicas, bares e discotecas. (note-se a ausência da sua presença em bibliotecas ou mesmo exposições)
A sua alimentação é a mais equilibrada, uma vez que os seus dotes culinários são os mais afamados das redondezas (o seu leque é tão vasto que se aplica a regra do B2B (“breakfast to bedtime”)).
Quanto á locomoção, desloca-se com a ajuda de quatro rodas, sendo as mesmas da sua propriedade e não de um transporte colectivo. O transbordo até ao local que o mesmo pretende “assentar arraiais” para dar conferencias, é curto. O fenómeno de mutação entre as 4 rodas e as 2 pernas é muito reduzido, na maioria dos casos imperceptível, uma vez que ele domina na perfeição a arte do “estacionamento á patrão” (note-se que a comodidade não será o aspecto mais relevante neste caso, mas sim o show-off)
A nível reprodutivo pode tomar-se de exemplo o pavão (Pavo cristatus). Tal como o seu homónimo do filo chordata, espécie das aves, o Mete-nojo exibe o corpanzil para o sexo oposto admirar. É curioso o facto de este não possuir muito sucesso no seu ritual e mesmo assim acreditar no triunfo, apesar da ausência de qualquer feedback. Aparte desta técnica similar á do pavão (mas o pavão ainda tem sucesso…), o mete-nojo possui skills de engate muito particulares. Estas englobam de um modo geral: o exbicionismo estético (já visto anteriormente), a presunção natural e a capacidade de irritar olimpicamente o sexo oposto. Se for bem sucedido, Homo Palhaçus, regra geral, passa largos períodos de tempo a contar os seus feitos heróicos no leito da companheira.
Ao nivel comportamental, este exemplar é de todo complexo. Presunção e auto promoção, (pontos já vistos anteriormente, mas que nunca é de mais salientar); aptidão natural para se meter na vida alheia; julgar as acções tentando todo tempo e a todo custo meter a sua colherada no assunto; larga experiência nos mais variados assuntos (tal como publicita); capacidade fantástica para, uma vez interiorizado com o assunto da vitima, exercer um papel de vírus, mina e tudo á sua volta, deixando o hospedeiro na “merda” e com as mãos a abanar; versatilidade de dialogo e comportamento, do popular ao exacerbadamente rico e culto, entre outros.

Classificação cientifica:
::Reino - Animallia
::Filo - Chordata
::Subfilo - Vertebrata
::Classe - Mammalia
::Ordem - Primates
::Família - Hominidae
::Género - Homo
::Espécie - Sapiens
::Subespécie - Palhaçus

Fontes:
Cidades Mundiais, nomeadamente portuguesas.